Gostaria de saber a respeito da troca de sonda enteral?
Qual o periodo de troca a se estabelecer, previnindo complicaçoes para o paciente?


Não existe recomendação específica quanto a periodicidade da troca da sonda enteral, seja aquela constituída de poliuretano ou silicone, pelo fato dos fabricantes destacarem sua biocompatibilidade.
Segundo as recomendações da Sociedade Norte Americana de Nutrição Parenteral e Enteral há recomendações para realização de gastrostomias a partir de 4 semanas de uso da sonda enteral.
Acredita-se que a respectiva recomendação seja devido ao risco de complicações mecänicas como lesão de narina, sinusites, tracionamento com risco de broncoaspiração, dentre outros.
Na prática clínica, observa-se o cumprimento da respectiva recomendação com considerações sobre a evolução do paciente e previsão da terapia.

Att,
Claudia Satiko
Enfermeira da EMTN-HCOR/São Paulo
Presidente do Comitë de Enfermagem-SBNPE

Qual a definiçao atual de Nutriçao Enteral, uma vez que a "63" menciona nutrição artesanal, a qual não é mais permitida pela legislaçao vigente.

Segundo a RDC 63 Nutrição Enteral (NE) seria o alimento para fins especiais, com ingestão controlada de nutrientes, na forma isolada ou combinada, de composição definida ou estimada, especialmente formulada e elaborada para uso por sondas ou via oral, industrializado ou não, utilizada exclusiva ou parcialmente para substituir ou complementar a alimentação oral em pacientes desnutridos ou não, conforme suas necessidades nutricionais, em regime hospitalar, ambulatorial ou domiciliar, visando a síntese ou manutenção dos tecidos, órgãos ou sistemas.
Quanto à nutrição enteral artesanal, ela é apenas proíbida para uso dentro da unidade hospitalar. Muitos pacientes domiciliares fazem uso desse tipo de dieta sem nenhum tipo de problema.

Atenciosamente
Thuiza Borges
Nutricionista
Membro do Comitê de Nutrição da SBNPE Cap-RJ
Especialista em Nutrição Enteral e Parenteral pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro
Especialista em Nutrição em Oncologia pelo Instituto Nacional de Câncer

Gostaria de obter informações sobre exemplo de cardápio para dietas enterais por gastrostomias e/ou jejunostomias.

Uma nutrição enteral artesanal deve ser composta por alimentos variados, de tidos os grupos de alimentos como carnes, legumes, verduras, cereais, leguminosas. Pode também ser acrescido de módulos, que são suplementos industrializados ricos em algum dos nutrientes para complementação, caso não se consiga atingir as necessidades com os alimentos.
As quantidades são calculadas de acordo com as medidas e a historia clinica do paciente, devendo ser realizado por um profissional nutricionista que o acompanhe.

Thuiza Borges
Nutricionista
Membro do Comitê de Nutrição da SBNPE Cap-RJ
Especialista em Nutrição Enteral e Parenteral pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro
Especialista em Nutrição em Oncologia pelo Instituto Nacional de Câncer

Gostaria de saber se vcs tem algum arquivo à respeito de dieta enteral e parenteral p/ paciente renal , pois estamos com um pouco de dificuldade na elaboração da mesma.

A nutrição para o paciente renal varia de acordo com o tratamento ao qual o paciente é submetido.
No caso de um tratamento conservador, os princípios seriam de uma dieta hipercalórica, pois normalmente existe restrição hídrica. A quantidade de proteína também deve ser restrita e prioriza-se o uso de aminoácidos essenciais. alguns micronutrientes como calcio e fòsforo tambèm devem ser monitorados.
No tratamento dialítico as necessidades proteicas estão aumentadas e a restrição hidrica também deve ser reavaliada de acordo com o esquema a ser realizado.
Estes princípios se aplicam à nutrição oral, enteral ou parenteral.

Atenciosamente
Thuiza Borges
Nutricionista
Membro do Comitê de Nutrição da SBNPE Cap-RJ
Especialista em Nutrição Enteral e Parenteral pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro
Especialista em Nutrição em Oncologia pelo Instituto Nacional de Câncer

Boa tarde sou coordenadora de um hospital de medio porte com cerca de 180 leitos, sendo destes 20 designado para a UTI, nao 'e sempre mas tem momentos que alguns pacientes necessitam de nutricao parenteral, como nao dispomos de capela de fluxo laminar, esse preparo e realizado dentro do centro cirurgico, tudo isso 'e feito pelas nossas enfermeiras do CC, preciso de respaldo legal para justificar a realizacao desse procedimento pela bioquimica da nossa institucao, se voces puderem me ajudar eu agradeco.

A portaria ANVISA 272/98 é inquestionável quanto a esta situação.

A NP é uma Solução Parenteral de Grande Volume que exige sucessivas aditivações e seu preparo deve acontecer somente em ambientes adequadamente controlados. Sala de preparo ISO Classe 7 e bancada insuflada por ISO Classe 5 (antigas classes 10.000 e 100). Além da questão ambiental existem as responsabilidades também descritas para todos os membros da EMTN. O farmacêutico é responsável pela avaliação da prescrição e preparo da NP.

Alternativas:

1- estruturação de área física e treinamento e qualificação do pessoal envolvido;
2- tercerização de preparo com EPBS autorizada;
3- utilização de NP industrializada (se a EMTN definir e não existir atendimento a neonatologia).

Iara Aydos
Gostaria de obter a sequencia completa de aditivação de todos os componentes possivies na preparação da nutrição parenteral.

Referente a sua pergunta encaminhada a SBNPE, informamos a seqüência de aditivação dos componentes da nutrição parenteral deve ser executada de forma a minimizar as interações farmacotécnicas ente os componente.

Deve ser realizada a transferência dos grandes volumes (aminoácidos, glicose e água) em primeiro lugar. Isto proporciona a maior diluição aos demais componentes. Os eletrólitos deverão ser aditivados a seguir em ordem crescente de valência tomando-se o cuidado de lavar o sítio de aditivação e agitar a solução para adequada homogeneização. As vitaminas e a emulsão lipídica deverão ser os últimos componentes a serem aditivados pois conferem cor e opalescência a preparação, dificultando a observação de possíveis interações.

Salientamos que a avaliação farmacêutica da prescrição de NP é indispensável para assegurar que os componentes estejam em concentrações adequadas a estabilidade farmacotécnica.

O Comitê de Farmácia do biênio 2008 - 2009, está em fase de estruturação e seu e-mail foi incorporado na lista de contatos para que receba notícias e se mantenha atualizada dos andamentos.

Farmacêutica Iara Aydos
Presidente do Comitê de Farmácia
SBNPE - 2008 / 2009

A dieta tem que ser administrada com equipo foto sensivel? A dieta pode ser em veia central ou tb pode ser em periferica, qual a estabilidade e se pode ser administrado medicaçãoes na msm via da NPP?

Essas questões são muito importantes na nossa prática e podem determinar riscos ao paciente se realizadas de forma inadequada.
Cada solução de NPP (nutrição parenteral prolongada) deve ser analisada quanto a sua composição para verificar a necessidade de utilização de equipos fotossensíveis. A presença de vitaminas, principalmente, determina o seu uso, pois têm uma redução de sua meia- vida com a incidência de luz direta sobre o frasco.
Geralmente a NPP é administrada em um acesso venoso central. No entanto, pode ser administrada em uma veia periférica quando a glicose utilizada for a 10% apenas, o que resultaria numa solução com uma osmolaridade de 600 mOsm, máximo de osmolaridade permitido para uma infusão em veia periférica. Caso contrário, pode ocorrer irritação e lesão do leito vascular.
Outro aspecto importante é a utilização de uma via exclusiva para a administração da NPP; isto se deve ao risco de incompatibilidade entre as drogas e os nutrientes da solução de NPP. Como consequência pode ocorrer a obstrução do cateter ou a liberação de trombos na circulação.
A NPP deve ser mantida sob refrigeração com temperaturea entre 2 a 8 graus centígrados, sendo retirada da geladeira apenas uma hora antes de sua instalação no paciente. Após essa instalação deve ser administrada em 24 horas.
Como essas questões são muito importantes, recomendo que busque maiores informações. Algumas sugestões:
1-) Preparo e compatibilidade de drogas na terapia nutricional parenteral, de Clifford S. Restler, In: Waitzberg, D. Nutrição oral, enteral e parenteral na prática clínica, Cap. 55.
2-) Compatibility of medications with 3-in-1 parenteral nutrition admixtures, de Lawrence, A; Trissel BS, FASHP, Doward L et al. In: Journal of parenteral e enteral nutrition, Vol. 23, n. 2, 1999, p. 67-74.
3) Waitzberg, D. Nutrição oral, enteral e parenteral na prática clínica.

Letícia Faria Serpa
Comissão Educacional - Comitë de Enfermagem da SBNPE

Gostaríamos de implantar um manual de nutrição parenteral e enteral para pacientes e cuidadores. Como fazer?

Que bom saber que uma enfermeira faz parte de uma comissão de nutrição. Acho que é a EMTN (Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional). Bom, essa equipe tem várias funções; sendo algumas dessas funções: a avaliação dos pacientes em risco de desnutrição para a indicação da terapia nutricional, indicação do tipo de terapia: enteral ou parenteral, implementação dessa terapia, monitorização do paciente, identificação de possíveis riscos e a prevenção de complicações.
Antes de desenvolver o manual, um embasamento teórico mais profundo se faz necessário. Seria interessante você buscar a Legislação a respeito: Portaria 272 de 15 de abril de 1999 : Regulamento Técnico para Terapia Nutricional Parenteral; Resolução RDC n.63, de 6 de julho de 2000: Regulamento Técnico para Terapia de Nutrição Enteral.
Além disso, existem vários cursos na área, de caráter multiprofissional que te ajudarão. Inclusive, cada participação nesses cursos, reconhecidos pela SBNPE, te darão pontos para poder realizar futuramente a prova de título de especialista.
Temos duas publicações brasileiras que te ajudarão pois são de fácil compreensão e traduzem as situações da nossa prática diária. São elas:

1) Nutrição oral, enteral e parenteral na prática clínica. Waitzberg, DL.Atheneu, 2001.
2) Perguntas e respostas em nutrição clínica. Magnoni,D & Cukier C. Roca, 2004.
Tenho certeza que após essas leituras você conseguirá implantar o Manual de Orientação sobre nutrição parenteral e enteral.

Letícia Faria Serpa
Comissão Educacional - Comitë de Enfermagem da SBNPE

Gostaria muito q me fosse esclarecido os cuidados gerais com a adm da
npp,ja sabemos q ela e fotossensivel, mais tem outras coisas a serem
acrescidas, como via de administrar,enfim, coisas muito importante no
qual me enteressa sabere preciso muito.


Que bom que você como técnica se interesa e se preocupa com a terapia
nutricional que oferece muitos benefícios mas também muitos riscos.
Os cuidados para evitar as complicações e as exigencias do Ministério
da Saude realmente são muitas justamente para garantir segurança do
paciente e justificar os gastos.
Consulte as portarias e procure livros básicos que falem sobre os seus
questionamentos e também consulte os sites relacionados a este tema.

www.sbnpe.com.br / www.nutritotal.com.br

Maria do Rosário Del Lama De Unamuno
Comitê de enfermagem

Gostaria de saber se exixte alguma portaria que determina que apenas o
enfermeiro têm autonomia para administrar NPT.


Para direcionar o trabalho da enfermagem na Terapia Nutricional
Parenteral, temos a Portaria 272 (1998)do Ministério da saude e ANVISA
e também a RDC 45.
Nelas, os pontos que citam o seu questionamento são:

.A complexidade da TNP exige o comprometimento e a capacitação de uma
equipe multiprofissional para garantia da eficácia e segurança para
os pacientes.

.O Enfermeiro é responsável pela administração e por :
-Promover atividades de treinamento operacional e de educação
continuada, garantindo a atualização de seus colaboradores.
-Elaborar e padronizar os procedimentos de enfermagem relacionadas à
TNE baseado nas Boas Práticas na Administração da Nutrição Parenteral
(BPANP), que devem ser observados pela equipe de enfermagem,
assegurando que a operacionalização da mesma seja realizada de forma
correta.

Os hospitais devem contar com um quadro de pessoal de enfermagem
qualificado e em quantidade que permita atender aos requisitos deste
regulamento.
. A Equipe de Enfermagem envolvida na administração da NP é formada
pelo Enfermeiro, Técnico de Enfermagem e Auxiliar de Enfermagem, tendo
cada profissional suas atribuições dispostas em Legislação específica.
.O Enfermeiro é o coordenador da equipe de enfermagem cabendo-lhe as
ações de planejamento, organização, coordenação, execução e avaliação
de serviços de enfermagem e treinamento de pessoal.
.O Enfermeiro é o responsável pela administração da NP e prescrição
dos cuidados de enfermagem em nível hospitalar, ambulatorial e
domiciliar e
todo procedimento pertinente à administração das SP deve ser realizado
de acordo com instruções operacionais escritas e que atendam às
diretrizes desta legislação.

Assim, rezumindo, a legislação não diz que somente o enfermeiro
pode administrar e sim, para garantir uma boa assistência, o
enfermeiro é o responsável pela equipe que está sob a sua
coordenação devendo portanto supervisionar e responder por todos os
procedimentos relacionados à terapia nutricional, dentre elas a
administração da solução de Nutrição Parenteral.


Maria do Rosário Del Lama de Unamuno
Conselho consultor do Comitê de Enfermagem SBNPE

Trabalho em uma UTI Neonatal e solicito informações sobre administração de dietas por bombas de seringa e volumétrica, qual a orientação para troca da seringa e extensor , quando utilizado fórmula lactea e leite humano, Devemos trocar a cada dieta a seringa e extensor ? E em se tratando de adminstração de leite humano ?

Existem inúmeros tipos de bombas infusoras destinadas para administração da terapia nutricional. Estas podem ser classificadas quanto ao controle de fluxo (volumétrico e não volumétrico) e mecanismo de infusão (peristáltico linear e rotatório, pistão e seringa), sendo as duas últimas indicadas pela sua acurácia.
Os critérios mais utilizados para seleção das bombas são: segurança elétrica, simplicidade no uso, instruções claras na própria bomba, duração da bateria, baixo custo, mecanismo de volume infundido, portátil, silenciosa, com suporte e sistemas de alarme.

Pelo risco de contaminação, recomenda-se troca da seringa a cada utilização, permanecendo-se o extensor por até 24 horas (podendo apresentar variações sob recomendação do próprio SCIEH de cada instituição).
Considerando-se administração intermitente, a infusão da dieta enteral (no sistema aberto) não deverá ser superior a 2 horas, e 30 minutos para leite humano.
Sugiro algumas recomendações de leituras:

- RCD 63 de 06 de julho de 2000 (Regulamento Técnico para TNE)
- Portaria 272 de 8 de abril de 1998 (Regulamento Técnico para TNP)
- ABNT. Equipamento Eletromédico. Prescrições particulares para segurança de bombas e controladores de infusão-NBR IEC 60601-2-24 (12/99)
- Uso de bombas infusoras na terapia intravenosa em crianças assistidas em unidades de cuidados intensivos pediátricos: contribuições para estudos clínicos e técnicos. Pedreira, Mavilde- Tese de doutorado (UNIFESP-1999)
- Nutrição oral, enteral e parenteral na prática clínica. Waitzberg, DL.Atheneu, 2001.
- Perguntas e respostas em nutrição clínica. Magnoni,D & Cukier C. Roca, 2004.

Claudia Satiko
Presidente do Comitê de Enfermagem da SBNPE (gestão 2008-2009)
Enfermeira da EMTN-HCOR/São Paulo

Como realizar a avaliação nutricional de pacientes amputados?

Existe uma fórmula proposta por Osterkamp (1995), onde é possível corrigir o peso atual em pacientes amputados.

Peso corpóreo corrigido = Peso medido X 100 / 100 - % amputação

Thuiza Borges
Nutricionista
Membro do Comitê de Nutrição da SBNPE Cap-RJ
Especialista em Nutrição Enteral e Parenteral pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro
Especialista em Nutrição em Oncologia pelo Instituto Nacional de Câncer

Quais os indicadores de risco nutricional mais adequado atualmente?

Em grande parte dos pacientes, a Avaliação Global Subjetiva, juntamente com o percentual de perda de peso são indicadores de risco nutricional bastante relevantes.
Cabe ressaltar que existem outros indicadores, que podem ser mais adequados ou não, de acordo com a enfermidade e história clinica do seu paciente.

Atenciosamente
Thuiza Borges
Nutricionista
Membro do Comitê de Nutrição da SBNPE Cap-RJ
Especialista em Nutrição Enteral e Parenteral pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro
Especialista em Nutrição em Oncologia pelo Instituto Nacional de Câncer

Gostaria de saber se vocês tem algum dado referente ao número de
procedimentos de passagem de sonda para alimentação no ano de 2007.
E gostaria de saber informações sobre a assinatura da revista.
Obrigada!


Luciana, Esses números não são repassados à nossa Sociedade. O que
vemos nos trabalhos apresentados nos congressos, são numeros isolados
de sondas usadas em um determinado hospital, somente durante o período
em que aquele trabalho foi realizado.
Sobre a revista, clique aqui e veja como associar-se. A revista é distribuida aos associados gratuitamente

Maria do Rosário Del Lama De Unamuno
Enfermeira Conselho Consultivo/Comitê de Enfermagem

O que é Kefir?

Kefir/tibicos é um probiótico
Produzido a partir de um cogumelo trazido da China para o México pela
Madre Teresa. Sofre ação de bactérias lácticas, acéticas e leveduras
do leite, Os grãos de Kefir são constituídos por leveduras
fermentadoras e não fermentadoras de lactose. Segundo a tradição NÃO
deve ser COMERCIALIZADO, isto é, deve ser passado de forma gratuita
às pessoas.

Desde que obedecido os cuidados higiênicos no seu uso, ele não traz
problemas ao organismo humano

http://www.scielo.br/scielo

Maria do Rosário Del Lama de Unamuno
Enfermeira/conselho consultivo. Comitê de Enfermagem

Boa noite, eu trabalho em uma empresa de Home Care, me foi solicitado fazer o manual de boas práticas e POP's. Existe alguma portaria específica que possa me direcionar? Agradeço a atenção.

Até o momento a única resolução direcionada à Atenção Domiciliar é a RDC 11, que não é específica as boas práticas. Envio referências que podem ajudá-la na organização do mesmo.

REFERÊNCIAS:

Barreto, APM. Aplicação do Método de Análise de Risco e Pontos Críticos de Controle no processo de manipulação de dietas enterais. Rio de janeiro, 1998.

BRASIL, RDC/ANVISA no 63, de 2000 – Aprova o Regulamento Técnico para fixar os requisitos mínimos exigidos para a terapia de nutrição enteral.

BRASIL, RDC/ANVISA no 50 de 2002 – Dispõe sobre o Regulamento Técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde.

BRASIL, RDC/ANVISA no 11, de 2006 – Aprova o Regulamento Técnico para o funcionamento dos Serviços de Atenção Domiciliar (SAD), público ou privado, nas modalidades de Assistência e Internação Domiciliar.

Coppini LZ, Vasconcelos MIL. Preparo da nutrição enteral industrializada. In: Waitzberg DL, editor. Nutrição oral, enteral e parenteral na prática clínica. 3a ed. São Paulo: Atheneu; 2000. p. 641-8.

Riedel G. Controle Sanitário dos Alimentos. 2ª Edição. Livraria Atheneu, São Paulo, 1992.

Simon MISS, Freimüller S, Tondo EC, et al. Qualidade microbiológica e temperatura de dietas enterais antes e após implantação do sistema de análise de perigos e pontos críticos de controle.Rev Nutr. 2007; 20(2): 139-148.

Nutr. Nara Lopes
Comitê de Nutrição SBNPE/Cap.RJ
Especialista em TNPE pela SBNPE

Sou enfermeira e gostaria de saber se há algum estudo evidenciando a melhor forma de fixação de sonda enteral.

Observa-se na literatura inúmeros tipos de fixação da sonda enteral. As recomendações quanto ao melhor tipo de fixação encontram-se associadas ao cumprimento de protocolo de enfermagem.
No intuito de aumentar a longevidade da fixação, o enfermeiro deve considerar alguns critérios,como por exemplo: tipo de paciente (se é intubado ou não, adulto ou criança, tipo de sonda enteral, tipo de fita adesiva) e estabelecer um amplo treinamento da técnica preconizada.
Cito alguns exemplos de fixação:
- Fixação na face lateral do rosto: risco aumentado, caso ocorra episódio frequente de náuseas e vômitos)
- Fixação na região mediana do nariz (forma de I): muito utilizada, necessitando atenção quanto à troca diária e quando necessária.
- Fixação na região mediana do nariz transpassando a fita adesiva na sonda: neste caso, deve-se ter atenção quanto ao risco de lesão de asa de nariz, se houver compressão local
Algumas recomendações para aumentar a longevidade da fixação:
- Cautela quanto ao tipo de fita adesiva (algumas fitas podem provocar lesão de pele)
- Periodicidade de troca do dispositivo (estabelecer rotina e acompanhar cumprimento pela equipe de enfermagem)
- Orientar equipe multiprofissional quanto ao risco de tracionamento
- Treinar equipe para observar atentamento as situações de risco de tracionamento e estabelecer plano de ação.
Atualmente trabalhamos com indicador de qualidade relacionado à perda de acesso enteral e uma das principais causas da perda de acesso não é o tipo de fixação mas a falta do cumprimento da rotina de troca de fixação e a falta de observação da equipe de enfermagem.

Att,
Claudia Satiko
Presidente do Comitê de Enfermagem-SBNPE

Porque não podemos reintroduzir o mandril na sonda depois que ela já está no paciente? Existem casos de algum complicação na literatura?

Obstruções de sondas enterais são complicações muito comuns na terapia nutricional, sendo prevenidas principalmente pelo cumprimento de protocolos de enfermagem.
Existem inúmeros métodos para desobstrução, dentre elas água morna, enzima pancreática, bicarbonato de sódio e até mesmo, escovas específicas.
Na prática clínica não se indica a reintrodução do fio-guia pelo risco de perfuração da sonda.
O próprio texto no portal do comitê de enfermagem informa maiores detalhes sobre a respectiva complicação.
Algumas leituras complementares:

1- Lord LM. Restoring and maintaining patency of enteral feeding tubes. Nutrition in Clinical Practice 2003; 18: 422-6.
2- Kohn CL, Keithley JK. Enteral nutrition- Potential complications and patient monitoring. Nursing Clinics of North America 1997; 24: 339-53.
3- Matsuba CST, Gutierrez MGR, WIY. Development and evaluation of standardized protocol to prevent nasoenteral tube obstruction in cardiac patients requiring enteral nutrition with restricted fluid volumes
Journal of Clinical Nursing 2007; 16:10, 1872–1877.
4-Reising DL, Neal RS. Enteral tube flushing- what you think are the best practices may not be. American Journal of Nursing 2005; 105: 58-63.
5-Sriram et al. Prophylactic locking of enteral feeding tubes with pancreatic enzymes. Journal of Parenteral and Enteral Nutrition 1997; 21: 353-6.

Att,
Claudia Satiko
Presidente do Comitê de Enfermagem-SBNPE

Preciso da classificação das salas de uma unidade de Nutrição Parenteral.(pressaõ, ar, iluminação)?

No Brasil a norma que disciplina o preparo de Nutrição Parenteral é a portaria 272/98 da ANVISA. A questão ambiental está disciplinada na RDC 67/07 que substituiu a RDC 33/00. Todas estas legislações se apoiam na Norma ISO 14.644.

Basicamente a área de preparo de NP deve ser ISO classe 7 e possuir bancada de trabalho deve ser insuflada com Iso classe 5. Equivalentes a classe 10.000 e 100, respectivamente, pela Federal Standard.

A pressão da sala deverá ser positiva em relação as áreas adjacentes e o número de trocas de ar daverá ser estabelecido em função das dimensões do ambiente.

Quanto a iluminação, deverá obedecer a definição do projeto de forma a proporcionar ambiente adequado a correta visualização dos itens de preparo sem prejuízo à acuidade visual dos manipuladores.

Outra legislação recomendadas: RDC 50/2002 da ANVISA - Dispõe sobre infra-estrutura de ambientes de saúde.

De qualquer forma vale lembrar que a estruturação de áreas para preparo de soluções estéreis devem iiniciar com a aprovação do projeto junto aos órgãos de vigilância sanitária locais.

Atenciosamente

Farmac. Iara Aydos
Presidente do Comitê de Farmácia - SBNPE

Que alimentação eu posso ter para aumentar a taxa de ferro no corpo ,pois a minha esta muito baixa segundo exames medicos, alem do remedio que já estou tomando "noripurum"?

Em primeiro lugar seria importante que seja acompanhada por um nutricionista, pois além de consumir alimentos com maior teor de ferro, é importante que tenha uma alimentação equilibrada de modo a garantir que o ferro consumido seja bem absorvido. Este profissional também poderá detectar erros alimentares que estejam associados à anemia por deficiência de ferro.

É importante que tenha um consumo diário adequado de carnes, dentre elas as vísceras como fígado que contém uma quantidade importante de ferro, feijões, vegetais folhosos verde-escuros. Alimentos fontes de vitamina C junto às grandes refeições como acerola, caju, kiwi, laranja, limão e goiaba auxiliam na absorção do ferro.

Deve-se ainda priorizar o consumo de alimentos que sejam fortificados com ferro, em detrimento dos tradicionais e evitar consumir junto às grandes refeições leites e derivados, cafés, chás refrigerantes e cereais integrais.

Atenciosamente
Tatiana Pererira de Paula
Membro do Comitê de Nutrição- SBNPE cap RJ
Nutricionista do HUCFF/UFRJ e HERF
Mestre em Ciências- UFRJ

Interações medicamentosas da NPP. Posso administrar com o que?

Este é um assunto que merece muita atenção e cuidado. Então vou sugerir algumas referências que te ajudarão:
1-) Preparo e compatibilidade de drogas na terapia nutricional parenteral, de Clifford S. Restler, In: Waitzberg, D. Nutrição oral, enteral e parenteral na prática clínica, Cap. 55.
2-) Compatibility of medications with 3-in-1 parenteral nutrition admixtures, de Lawrence, A; Trissel BS, FASHP, Doward L et al. In: Journal of parenteral e enteral nutrition, Vol. 23, n. 2, 1999, p. 67-74.

É importante lembrar que a NPT deve ser preparada em ambiente adequado e o seu preparo é atribuição do profissional farmacêutico.
Após o preparo não é permitido adição de nutrientes. Além disso, há recomendação de que a NPT só deva ser administrada em via exclusiva. Casos especiais devem ser comunicados à EMTN.
Seria oportuno você buscar a Portaria 272 de 15 de abril de 1999 que aborda o Regulamento Técnico para Terapia Nutricional Parenteral.

Letícia Faria Serpa
Comissão Educacional - Comitë de Enfermagem da SBNPE

Bom dia, tenho uma dúvida o termo mais adequado para referir-se
a nutrição parenteral é NPT ou NPP. E se tem algum artigo que justifique
essa alteração para NPT

A nutrição parenteral pode ser total (NPT) ou pariférica (NPP). Na NPP, teremos uma formulação com restrições principalmente quanto à osmolaridade, uma vez que esta será administrada por veia periférica. Já na NPT, esta formulação será administrada por veia central e pode ser prescrita com mais tranquilidade e liberdade na escolha dos nutrientes.

Você pode encontrar melhores informações sobre o tema em qualquer livro que aborde o tema nutrição parenteral. Como por exemplo os livros do Dan Waitzberg, ou até mesmo a Krause ou Shills.

Thuiza Borges
Nutricionista
Membro do Comitê de Nutrição da SBNPE Cap-RJ
Especialista em Nutrição Enteral e Parenteral pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro
Especialista em Nutrição em Oncologia pelo Instituto Nacional de Câncer

Boa tarde, sou nutricionista, estou fazendo um trabalho onde devo criar uma equipe de terapia nutricional para atuar em um hospital com 500 leitos, criar protocolos de nutrição enteral e nutrição parenteral e justificar. Tive dúvida, existe diferença para montar a equipe para um hospital do SUS em relação a hospital particular? Caso tenha algum site que possa me ajudar, peço gentileza enviar.

(Hospital do SUS e Hospital Particular): Para atender as exigências de criação de uma EMTN, deve-se cumprir a Portaria 272 e a Resolução 63;

(Hospital do SUS e Hospital Particular): Para adequar a estrutura e instalações físicas da área de manipulação, deve-se enquadrar nas normas e critérios estabelecidos na Portaria 272 e na Resolução 63, assim como observar as exigências existentes em outras portarias relacionadas a projetos físicos de estabelecimento de saúde (Resolução 50);

(Hospital do SUS e Hospital Particular): A fim de preparar e regulamentar (segundo a Portaria 343) os protocolos de triagem e avaliação nutricional, de indicação da terapia nutricional e de acompanhamento do paciente em terapia nutricional (instrumentos de gestão que devem normatizar o atendimento em terapia nutricional dentro do hospital), deve-se cumprir a Resolução 63 e a Portaria 272, no que diz respeito aos manuais de boas práticas de preparo e administração da terapia nutricional enteral e parenteral respectivamente;

(Hospital do SUS): O credenciamento deve ser precedido por uma consulta ao gestor local do SUS sobre a necessidade e a possibilidade de credenciamento do estabelecimento de saúde, que avaliará se o hospital tem capacidade técnica e operacional para realizar a terapia nutricional. Posteriormente deverá ocorrer a visita in loco do gestor (municipal ou estadual) e ANVISA local que emitirá um parecer conclusivo e o processo será encaminhado aos órgãos competentes pelo MS;

(Hospital do SUS): A unidade que solicita o credenciamento deverá fornecer ao Ministério da Saúde todas as informações descritas no Anexo II da Portaria 131.

REFERÊNCIAS:

BRASIL, RDC/ANVISA no 63, de 2000 – Aprova o Regulamento Técnico para fixar os requisitos mínimos exigidos para a terapia de nutrição enteral.

BRASIL, RDC/ANVISA no 50 de 2002 – Dispõe sobre o Regulamento Técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde.

BRASIL, Portaria MS/SVS no 272, de 1998 – Aprova o Regulamento Técnico para fixar os requisitos mínimos exigidos para a terapia de nutrição parenteral.

BRASIL, Portaria/SAS no 131, de 2005 – Define unidades de assistência de alta complexidade em terapia nutricional e centros de referência de alta complexidade em terapia nutricional e suas aptidões e qualidades.

BRASIL, Portaria GM/MS no 343, de 2005 – Instituindo no âmbito do SUS, mecanismos para a implantação da assistência de alta complexidade em Terapia Nutricional.

Nutr. Nara Lopes
Comitê de Nutrição SBNPE/Cap.RJ
Especialista em TNPE pela SBNPE

Como alimentan al alta hospitalaria a los prematuros menores de 1000g?

A terapia nutricional do recém-nascido prematuro é um grande desafio, sobretudo tratando-se daqueles com extremo baixo peso (<1000g).No momento da alta a proposta de orientação nutricional dependerá da sua evolução. Porém, o objetivo será sempre mimetizar o ritmo de crescimento intra-uterino e favorecer um catch up satisfatório.
Priorizamos sempre o estímulo a amamentação pelos seus inúmeros benefícios, e quando necessário, avaliamos a associação de fórmulas especializadas.
Grata pelo contato,

Patricia Padilha.
Nutricionista do IPPMG/UFRJ
Membro dos Comitês da Infância e Adolescência da SBNPE-RJ.
Por favor gostaria de saber se uma pessoa saudavel pode consumir
um alimento de uso exclusivo para nutrição parenteral, e quais são os males que podem provocar, o que pode acontecer ...

Então Karen, devemos sempre utilizar a via de alimentação mais fisiológica que for possível, evitando assim que ocorra atrofia de vilsidade ou traslocação bacteriana, por exemplo.
A via mais fisiológica é a via oral, seguida pela enteral e a parenteral, porém nada impede que sejam utilizadas duas ou até três vias simultaneamente, de acordo com as necessidades e limites de tolerabilidade do paciente.
Porém, cabe lembrarmos sempre de uma frase dita em muitas palestras: Intestino: Use-o ou perca-o!
 
Thuiza Borges
Nutricionista
Membro do Comitê de Nutrição da SBNPE Cap-RJ
Especialista em Nutrição Enteral e Parenteral pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro
Especialista em Nutrição em Oncologia pelo Instituto Nacional de Câncer

Estou a procura de um artigo sobre úlceras de pressão e os
nutrientes envolvidos.

Sugiro que você entre no EPUAP "Painel Consultivo Europeu sobre Úlcera por Pressão". Pois trata apenas desse assunto e tem artigos muito interessantes. Acho também importante você entrar em contato com Nutricionistas que atuam na empresa Support, a qual responsável pela publicação de uma revista, cujo título "Clinical Nutrition Update" - Revisões e Comentários (traduzida para o português), de outubro de 2006. É uma publicação que trata exclusivamente de úlcera por pressão.

Auristela

Preciso de um modelo de ficha de notificação e análise de
interação medicamentos/nutrição para farmacia hospitalar.

Encontrei na internet um formulário de acompanhamento de terapia medicamentosa de pacientes no site da Americam Society of Health-System Pharmacyst (ASHP), espero que ajude!

 Gisele Vieira
Comitê de Farmácia-SBNPE

Referência

http://www.ashp.org/s_ashp/docs/files/Explanation_of_Forms_Eval_Criteria.pdf

Site da ASHP: www.ashp.org